Diversidade biológica nos jardins botânicos brasileiros

MATHEUS, Dácio R.

Centro de Engenharia, Modelagem e Ciências Sociais Aplicadas - UFABC

Presidente da Comissão Nacional de Jardins Botânicos – Ministério do Meio ambiente

Ações de conservação da biodiversidade devem atuar em vários níveis de organização biológica, desde genes e alelos, indivíduos, espécies e populações, até ecossistemas inteiros, preservando não apenas os componentes da biodiversidade, mas também as interações entre eles. Para serem efetivas, devem ser multidisciplinares, integrando técnicas de conservação in situ e ex situ. Nesse contexto, os Jardins Botânicos são estruturados de forma a atender diversas atividades de conservação integradas, atuando no enriquecimento e manutenção de coleções vivas, na aplicação da pesquisa botânica e ciências afins, em programas de inventários florísticos, na restauração ecológica e no uso sustentável para recursos de plantas silvestres, bem como na sensibilização do público para a preservação do meio ambiente. Desempenham papel fundamental junto aos esforços contínuos e multidirecionais para deter a extinção de espécies e promover a conservação, classificação, avaliação e utilização do patrimônio genético vegetal. Os Jardins Botânicos destacam-se como instituições relevantes para o processo de conservação ex situ pela capacidade de manter exemplares de espécies da flora nacional, em condições de cultivo fora de seu ambiente natural, disponibilizando-os para pesquisa científica, programas de recuperação ambiental e para o público em geral.