Perdas gênicas e a reconstrução da evolução dos Metazoa

MARTIN, Anna C.R.C.

Universidade Federal do ABC, Centro de Ciências Naturais e Humanas, Rua Santa Adélia, 166 Bairro Bangu, Santo André, São Paulo, Brasil

anna.russocm@gmail.com

Apoio financeiro: UFABC (PDPD)

Genes identificados nas seqüências de apenas um grupo taxonômico e não em outros tem sido naturalmente considerados como novidades evolutivas. Porém, através de estudos sobre perda gênica foi possível concluir que um gene compartilhado por um grupo de espécies pode desaparecer independentemente em cada espécie ou grupo. O estudo da perda gênica começou através de análises comparativas de conjuntos de genes de genomas completamente seqüenciados – atualmente, existem poucas espécies em que conhece toda a seqüência do DNA. Essas espécies são chamadas de organismos-modelo ou espécies-modelo e são usadas constantemente em analises comparativas de genomas. Entre eles, encontramos organismos como Arabidopsis tatiana (planta), Caenorhabditis elegans, Drosophila melanogaster e Homo sapiens (metazoários), Saccharomyces cerevisae e S. pombe (fungos) e Encephalitozoon cuniculi (protozoário), que aparecem usualmente em muitas filogenias de diferentes autores. O objetivo deste trabalho é fazer uma análise comparativa entre uma filogenia com caracteres moleculares de espécies-modelos e outra combinando caracteres moleculares e morfológicos, para que, desta forma, possa ser levantado alguns dos principais problemas de análises filogenéticas que utilizam, puramente, caracteres genéticos.

Palavras-chave: filogenia, espécies-modelos, evolução.