O conhecimento sobre a estrutura das comunidades marinhas bentônicas de substrato consolidado do litoral brasileiro

GHILARDI-LOPES, Natalia P.

Universidade Federal do ABC, Centro de Ciências Naturais e Humanas, Rua Santa Adélia, 166, CEP 09210-170, Santo André, São Paulo, Brasil

* natalia.lopes@ufabc.edu.br

A caracterização e o monitoramento de áreas extensas dos ecossistemas marinhos e costeiros de substrato consolidado são urgentes, já que as comunidades desses ambientes estão seriamente ameaçadas pelas atividades humanas. No Brasil, desde o início dos trabalhos ecológicos com comunidades de costão rochoso na década de 1930, 50 trabalhos foram publicados, caracterizando uma área de aproximadamente 4.000m2. Na maior parte deles foram utilizados elementos amostrais dispostos em transecções e as espécies foram usadas como unidades operacionais. Os dados obtidos nestes estudos, embora detalhados, não podem ser extrapolados para toda a área dos costões estudados. Isso ocorre não só no Brasil, mas em todo o mundo, e a área caracterizada é muito menor do que a desejada. Alguns trabalhos propuseram o uso de grupos morfofuncionais, grandes grupos taxonômicos e espécies dominantes para aumentar a velocidade das amostragens. Abordagens rápidas associadas com amostragem aleatória, técnicas fotográficas e de sensoriamento remoto são alternativas para aumentar a área amostrada e consequentemente o conhecimento sobre este ambiente. O método “Levantamento Fisionômico”, baseado em unidades operacionais denominadas povoamentos, é uma destas alternativas e o seu uso já possibilitou a caracterização de 30.000m2 de costão rochoso em um período de oito (8) anos.

Palavras chave: métodos de amostragem, unidades operacionais, organismos bentônicos.